terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Nem desistir, nem tentar agora tanto faz.





Estava dormindo encolhidinha, quando percebi que tinha ido embora de fininho sem ao menos me dar um beijo. Continuei debaixo das cobertas, imaginando aonde teria ido a essa hora da madrugada. Fui beber um copo d’água, estava suando frio. “Me perdoa”. Lá estava colado seu bilhete. Não entendi nada, mas comecei a chorar. Voltei pra debaixo das cobertas. Tinha certeza que era um pesadelo e tentei acordar. Nada. Aquele pesadelo era real. Te xinguei de todos os nomes. Me mordi. Arranquei alguns fios de cabelo meu. Mas depois de tanto chorar, o telefone vai tocar.

Fiquei debaixo das cobertas, com o celular do lado do travesseiro. O telefone não toca. Acho que já engoli um mar de lágrimas azedas. O telefone tocou. Nunca disse um “Oi” tão seco. Conversamos. Você resolveu voltar.
Lá estava você, tocando a campainha da minha casa. “Querida, abre a porta!”. Abri. Fiz um café e começamos a conversar na cozinha. Você fez aquela voz de cavalheiro e começou a me pedir desculpas. Eu sorri e já estava quase desculpando. Sendo uma boba apaixonada de novo. Mas dessa vez serei forte, e vou aprender a dizer “não”.

- Fiquei te esperando a noite inteira e a única coisa que me diz é “Me perdoa”. Fiquei deitada esperando seu telefonema. O “pra sempre” acabou. Aquele foi nosso último beijo. Essa foi a última despedida. Acabou aqui! Vai doer em mim, eu sei que vai. Mas uma hora passa. Vou sobreviver a isso! Eu te amo muito, mas agora não há mais chances de sermos o que éramos antes.

Você olhou com aquele olhar lindo, que eu era apaixonada:
-Me perdoa?

E a história se repitiu. Eu te beijei fortemente, fiz carinho e voltamos a dormir de conchinha… Mas ainda dói.
“Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem”

Nenhum comentário:

Postar um comentário