Fiquei debaixo das cobertas, com o celular do lado do travesseiro. O telefone não toca. Acho que já engoli um mar de lágrimas azedas. O telefone tocou. Nunca disse um “Oi” tão seco. Conversamos. Você resolveu voltar.
Lá estava você, tocando a campainha da minha casa. “Querida, abre a porta!”. Abri. Fiz um café e começamos a conversar na cozinha. Você fez aquela voz de cavalheiro e começou a me pedir desculpas. Eu sorri e já estava quase desculpando. Sendo uma boba apaixonada de novo. Mas dessa vez serei forte, e vou aprender a dizer “não”.
- Fiquei te esperando a noite inteira e a única coisa que me diz é “Me perdoa”. Fiquei deitada esperando seu telefonema. O “pra sempre” acabou. Aquele foi nosso último beijo. Essa foi a última despedida. Acabou aqui! Vai doer em mim, eu sei que vai. Mas uma hora passa. Vou sobreviver a isso! Eu te amo muito, mas agora não há mais chances de sermos o que éramos antes.
Você olhou com aquele olhar lindo, que eu era apaixonada:
-Me perdoa?
E a história se repitiu. Eu te beijei fortemente, fiz carinho e voltamos a dormir de conchinha… Mas ainda dói.
“Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem”
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