sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Carta ao meu amor (próprio)

Oi, querido.

Não sei ao certo como começar, não sei ao menos que número essa carta deveria ser, depois de milhares escritas à ti. Não sei mais nem como te chamar: amor, querido, vida... Não sei se ainda gosta desses apelidos ou se enjoou deles.

Devem fazer 5 anos que não estamos mais juntos. A casa está vazia e suas roupas lavadas e dobradas esperando por ti. Eu sei que você nunca vai voltar, mas as deixei lá, quem sabe um dia. Fiquei sabendo que você casou com uma menina da sua idade, assim como sua mãe queria. Espero que ela esteja te fazendo feliz, espero que ela faça o mínimo que eu fiz por ti, espero que você esteja feliz.

Depois de ti, eu devo ter namorado uns 3 caras e saído com muito mais que eu queria. É que todos eles tinham algum detalhe que lembrava você. Hoje eu já não sinto sua falta, mas às vezes me pego rindo com lembranças nossas.

Dessa vez, resolvi escrever pra mim e colocar um ponto final de vez. Não que você já não tenha colocado e que ele de fato já não tenha acontecido, mas é que na minha mente, tudo é tão mágico que um fim não poderia ter sido igual ao nosso.

Eu comecei a faculdade, esse ano entro no terceiro semestre de jornalismo e essa foi a melhor decisão da minha vida. Ela repõe toda a falta que um dia você me fez. (Engraçado, você falava que jornalismo era bobagem, né? Vou provar que não). Vou provar à mim mesma que meu amor não era bobagem, que meus sonhos não eram bobagem. Bobagem era sua falta de interesse em mim.

Desculpe se agora sou (meio) autossuficiente, é que eu aprendi que o único amor que eu preciso ter nessa vida é o amor próprio e agora me amo de sobra. (Ainda bem que te perdi, com você eu nunca saberia o que é isso).

Quem sabe um dia nos esbarramos por aí!

De um velha conhecida,
Flávia

Nenhum comentário:

Postar um comentário